
Magnus Vikstrom (vocal), Leif Renstrom (guitarra), Mikael Sundqvist (guitarra), Par Nordstrom (baixo) e Andreas Persson (bateria) transformaram o Drowners em uma verdadeira instituição do power pop sueco. Desde seu álbum debute, o clássico Destroyer de 1996 – surpreendentemente lançado no Brasil pela Velas – o grupo sueco mostra como afiar guitarras e adoçar melodias. Agora, depois de um hiato de cinco anos desde o lançamento de Muted To A Whisper, o Drowners nos apresenta Cease To Be, mostrando estar disposto a manter sua supremacia em terras nórdicas.
Na primeira faixa do disco as guitarras de “Perfect Friend” já chegam sem economizar na distorção, com o vocal de Vikstrom dobrado em dois tons diferentes até a explosão do refrão pop e harmônico. “Little Signs” traz impresso no DNA a marca indelével do Drowners, reconhecível no meio de milhares de canções que fossem: a voz marcante de Vikstrom, a pegada energética das guitarras, batida vigorosa e melodia adesiva. E o fluxo instrumental continua descendo potente... “10000 Needles” e “Yeah Now What” mordem na pressão sonora e assopram nas memoráveis melodias dos refrões.
“True Love’s Kiss”, em nome do romantismo, alivia a intensidade sônica na suave canção. Apesar de sempre interessados em melodias pop, algumas canções dos suecos trazem climas mais tensos e pouco ensolarados como “Vengeance And Bad Blood”. A superposição de guitarras nervosas e melodias colantes continua em “Bedroom Wall”, “In Denial”, e amansando, pero no mucho, na bela “I Resign”. “Words (Don’t Come Easy)” em ótima inusitada versão para o clássico oitentista de F.R. David: realce na melodia pop (ular) e um peso extra-extra nas guitarras. Tom reflexivo e cinzento para “All About You” e piano e batida marcial para a climática faixa-título “Cease To Be”.
E assim permanece o mundo como o conhecemos: eles nos invejando pelo sol, belas praias, calor tropical e nós cobiçando suas magníficas bandas power pop.
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