
Bernhoft tocou os instrumentos, gravou e produziu todas as faixas em seu estúdio AIM. Conseguiu a sonoridade exata das bandas sixties, com uma perfeita produção instrumental e vocal. Penetrou os meandros das tramas melódicas e métricas do pop sessentista e produziu algumas das pérolas mais preciosas dos anos sessenta não-nascidas nos anos sessenta. Se algumas canções podem soar como mera homenagem aos Beatles, outras poderiam ter sido gravadas por eles e estar no panteão de clássicos eternos.
A faixa de abertura, a energética e juvenil “Keep Your Hands Off My Baby” emula com perfeição a primeira fase dos Beatles. A linda “Magic Everywhere” é uma preciosidade que não vai importar se foi composta ontem ou se é sobra de Rubber Soul. “Someday” chega quicando na batida do piano, com progressões de acordes que arrepiam qualquer power popper e um refrão absurdamente memorável – difícil acreditar que não foi escrita pela genialidade de Paul McCartney. Seria hino dos anos 60, teria aos seus pés os topo das paradas e os tiozinhos cantariam até hoje, com lágrimas nos olhos, se lembrando dos amores de verão: “Sunshine Girl”.
Escrita para crianças, “Playdate” exala ingenuidade e beleza melódica e é outra que revive a fase ‘yeah, yeah, yeah’, dos Beatles. “Winter Ocean Mary Go Round” viaja ao mundo psicodélico de Jonh Lennon e, a adorável “Springtime Love”, encanta na melodia e harmonias vocais celestiais, lembrando que os Beach Boys também foram ícones sessentistas. Beatlesque One nos faz sentir falta de uma época em que não vivemos; e agradecer pelo interesse de contemporâneos talentosos, como Alan Bernhoft, em perpetuar a arte da verdadeira canção pop.
www.alanbernhoft.com
www.myspace.com/beatlesque1
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