
Andy Bopp toca todos os instrumentos no novo disco (a não ser a bateria, a cargo de Greg Schroeder, que também toca no Starbelly) e, como de costume, assina a produção.
Abrindo o álbum, “No More Words” traz sonoridade clássica, acordes brilhantes, clima emocional em pouco mais de dois minutos. “First Kiss” é guiada pelo piano seguido pela guitarra acústica e a voz indefectível de Bopp, que aparece pairando soberana com um mero pedido de desculpas. O riff inicial já prenuncia um hit de alto calibre, confirmado no refrão emotivo e pop de “Big Mistake”. “Tran Sister” inverte o clima, atocha a distorção e bate com vontade pouco comum na discografia do grupo. Segue-se uma tríade de canções comoventes que contam estórias de amor e despedidas, mas sem perder o apelo pop: “The Night Belongs To You; “Angellen” e “Goodbye World”.
Bopp aciona novamente sua bipolaridade musical, solta as guitarras invocadas, manda espancar a bateria para dizer que no fundo, no fundo “Big Kids Wanna Rock”. Aí, claro, para logo depois aliviar na balada, pontuada por uma slide guitar, “Run To The Voices”. E se é rock que os garotos grandes querem, Bopp despeja o rockão setentista valvulado neles: “You’re Full Of Strangers”. Um pouco de distorção e boas melodias na cadenciada “A Traveling Song”. Mais uma tríade, agora de power pops perfeitos: a levada contagiante e o refrão colante de “Best Friend”; a batida de piano envolvente e a melodia graciosamente bela e ingênua de “Hurry Now”; e a maestria pop entremeada pela energia das guitarras em “Walking On Water”. Fechando o disco, mais um rock de beira de estrada, poeirento e com cheiro de whisky barato, “You’re My Heaven”.
E Andy Bopp mostra sua versatilidade, não só tecnicamente como compositor, mas na facilidade em captar ambiências emocionais, hora tão carregadas, bonitas e simples, hora desleixadas, leves e divertidas. Mais um disco clássico para o panteão do power pop.
www.myspace.com/andybopprock
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